Mais estranho que a ficção…


Mando aqui breve resenha do filme com o nome esquisitão ai em cima. Mando, mas não escrevo. O texto é de Ana Paula de Pétta (talvez com algum spoiler):

Mais estranho que a ficção

O filme conta a história de Harold Crick, um auditor da receita federal (americana) que leva uma vida monótona e faz todo dia a mesma coisa da mesma maneira. A monotonia da vida de Harold é quebrada quando ele, de forma estranha e subitamente, começa a ouvir uma voz feminina narrar suas ações e pensamentos. Apesar de angustiado, ele passa a conviver com a estranha narração, até que um dia, para o seu desespero, ele ouve a narradora declarar que ele morrerá em breve.

Harold procura a ajuda de um especialista em literatura chamado Jules Hilbert (interpretado de forma brilhante por Dustin Hoffman), que junto com ele chega à conclusão de que ele faz parte de uma história. A partir daí, passam a estudar algumas possibilidades: Sua história é uma tragédia ou uma comédia? Quais escritoras seguem aquela linha narrativa? Como será o fim da história?

Nesse meio tempo, durante uma auditoria, Harold conhece Ana Pascal, uma padeira que deixou propositadamente de recolher parte de seus impostos e caiu na malha fina.

Harold então se apaixona por Ana, que é uma moça alegre e vive sua vida intensamente. Tudo muda a partir daí.

É claro que não vou contar o final do filme, para não perder a graça.

O filme é muito bom, tem um roteiro original e bastante inteligente e prende o telespectador até o final, pois é o que interessa no filme: qual será o final do personagem??

Mas o que mais me tocou no filme e me fez pensar é a mensagem que ele deixa: quem não tem um objetivo na vida, algo que queira, algo pelo que viver, na realidade não está vivendo; apenas deixando os dias passarem de forma monótona. Para quem “passa” a vida assim, morrer não faz diferença.

Porém, quando existe um objetivo, uma paixão, tudo muda. Este é o recado do filme: busque aquilo que faça diferença na sua vida, busque sua paixão. Harold a encontrou em Ana Pascal. Depois que a conheceu, sua vida mudou e passou a fazer sentido.

Busque sua “Ana Pascal”, aquilo que tornará sua vida diferente, colorida. A paixão que fará tudo valer a pena. Desta forma, a morte não será tão difícil, nem assustadora, pois a sensação que o acompanhará é a de que valeu a pena viver.

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5 comentários sobre “Mais estranho que a ficção…

  1. um claro exemplo de nepotismo aqui no “um pouco de tudo”, hehehe…

    texto legal, é novo esse filme?

    alias, falando em filme, tô com o “sicko” ok lá em casa já, qdo quiserem uma seção pipoca é só falar!

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