Sandra Bullock. E só.


Gimmicky thriller, nothing special, como dizem lá. Premonições é só mais um daqueles filmes de suspense sobrenatural dispensáveis, mas divertidos. É sim, vai.

Sandra Bullock faz o manjadíssimo papel da mulher que que tem uma vida aparentemente perfeita até que um dia, por esses caprichos da vida que ninguém entende, seu marido sofre um inexplicável acidente de carro e morre. Para piorar, na mesma semana sua filha também se acidenta e ganha cicatrizes no rosto para o resto da vida. Quer mais? A moça cai numa espécie de fenda temporal, em que revive dias alternados dessa semana infernal, um após o outro, sem que consiga fazer qualquer coisa para mudá-los. Sim, o filme todo é um mix de Feitiço do Tempo, Amnésia, Um Homem de Família e Pulp Fiction.

Tá, a parte do Pulp Fiction é brincadeira, mas o resto é pura verdade. A novidade é o climinha de romance que toma conta do filme no último terço, mas nada que faça qualquer diferença ao público-alvo do filme, certo?. Certíssimo. E Sandra, apesar de não se encaixar perfeitamente na idade de seu personagem,  está bem no papel de uma mulher desesperada e à beira da insanidade que recorre ao médico, a amiga, ao marido, ao padre, a Deus. Infelizmente isso não basta para encobrir os furos de roteiro, os erros de continuidade em cenas importantes, a falta de novidades, a solução fácil, o merchandise exagerado da Ford (chega a incomodar, sério) e o péssimo desempenho de Julian McMahon, que parece representar à contragosto.

Se você não for fã do gênero (ou de Sandra Bullock) é melhor aguardar o DVD ou até mesmo a Tela Quente. Mas se for, vai se divertir um pouco. O suspense é razoável, as cenas funcionam, há alguma tensão, os personagens até que convencem e o filme realmente consegue segurar o interesse, sem cair no erro de se auto-explicar ou espalhar mais pistas do que o necessário. A conclusão também é incomum, apesar de desinteressante e um tanto quanto boba.

Enfim, quebra o galho até o trânsito paulistano baixar e você poder ir pra casa ver o futebol de quarta à noite. Mais que isso é forçar a barra, mas quem disse que o diretor queria mais? Será que alguém esperaria mais?

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