Gazeta esportiva e a ética do Jornalismo….


Parece piada. Depois de um dia sob sol de 36ºC de temperatura em Piracicaba (onde passei o dia e **NÃO** me perguntem o motivo de estar por lá hoje), cheguei em casa há pouco, cerca de 17:50 e, cansado do bate e volta, resolvi fazer o que qualquer ser cansado de ficar dirigindo o dia todo sob esse sol o dia todo: Após merecido banho, resolvi ludibriar a mente por 20 minutos.

Como não sou (felizmente ou não, vai saber) viciado em drogas, nada melhor para dar uma desencanada que ver uma televisão. Acabei chegando na Gazeta Esportiva, na TV Gazeta, e aqui vale lembrar que quem mantém a Tv Gazeta é a Fundação Cásper Líbero, que possui, entre outras atividades, um curso de Jornalismo.

Pois então, estava eu sentado em frente a TV vendo o referido programa quando 2 coisas me chamaram a atenção:

NOTA 01: Estavam noticiando sobre a internação do Maradona nessa madrugada. Piada pronta, né? O que achei estranho foi a forma que foi colocada a notícia na Gazeta Esportiva. A nota, que ontem foi noticiada em diversos lugares (Globo, Bandeirantes, Folha, etc) dizia claramente que “não era cocaína” o problema do ex-craque do ludopédio. Pois então, a notícia da Gazeta Esportiva afirmava que o problema não “era de drogas (sic), mas comida, alcool e tabaco”. Como eu disse: piada pronta! Uma palavrinha e o texto perdeu o sentido.

E então o jornalista dizia “não foi drogas, apenas alcool, comida e tabaco”. Ninguém revisa os textos dos caras?

NOTA 02 : Odeio o Chico Lang. Isso é pessoal claro, mas não pelo fato de eu ser publicamente (aqui, no sentido de todos que me conhecem um pouco) palmeirense e ele publicamente (aqui, no sentido de todos que nunca viram o cara e ele manda um 6 a 0 pro Corinthinas, independente contra quem seja) corinthiano. Ou seja, o problema não é time.

Mas a forma como ele coloca as opiniões dele são, na maior parte das vezes, no mínimo, não só polêmicas, mas representam um Brasil com uma opinião que não deveria mais fazer parte da mídia briasileira e isso se agrava, se contarmos que ele está numa televisão que banca um curso de Jornalismo. Vamos ao causo:

A matéria, que passou logo em seguida da matéria do Maradona não consumir drogas (sic), falava do tal treinador Ucraniano que encheu de sopapo a filha (sem comentários sobre ela, isso é um blogg de respeito!) em uma competição na Austrália (Parece que o Brasileiro que participará dos jogos do PAN ficou em 4º, otima colocação). Não viu a porrada? Ta aqui graças ao you tube:

Pois então: a matéria dizia que o que pareceu ser, na verdade, não era. Basicamente foi noticiado desde ontem que o pai e treinador da guria tinha dado uns tapas na menina porque ela, apesar de ter ido muito bem na competição, não se classificou para as finais.

Eis que então, segundo a matéria da Gazeta Esportiva, houve um esclarecimento na Corte de Melbourne e a garota se recusou a apresentar queixa contra o pai, pois na verdade a briga não era por causa da competição, mas devido a mesma ter desobedecido o pai.

Até ai, tudo bem. Então vem o ilustre jornalista dizer que o pai tem o DIREITO DE DAR UMAS PORRADAS NA FILHA QUANDO O DESOBEDECE?!?!? (A ênfase foi dele).

No mínimo a defesa feita foi pra lá de antiética. Como se pode imaginar um jornalista defender o direito de um pai bater em uma filha por qualquer que seja o motivo? Não vamos ser puritanos: As vezes acontece, ou melhor, acontece muitas vezes por ai.

Mas isso não é motivo para se anunciar que o cara estava certo. Aliás, deixo aqui a dúvida. A forma que o referido jornalista defendeu o pai da menina foi tão enfática (do jeito dele) que nem sei se “escutei” mesmo ele dizer que o pai da menina estava certo.

No entanto, o que mais me ofendeu foi o exemplo: Não se trata de cobrir o sol com peneira, ou “nao vamos falar sobre o assunto e faz de conta que não acontece”. Tem pai que bate nos filhos e tem filho que, digamos, até pede por isso. A questão é o papel do jornalista nesse contetxo. Achei medonho o jornalista defender o direito do pai dedar umas bolachas na filkha, principalmente quando colocamos iso no nosso contexto. O tal programa tem um perfil mais popular e isso de alguma forma da credencial pra qualquer mané achar que pode enfiar uma porrada nos filhos.

Deprimente no contexto apresentado, deprimente como exemplo. Achei uma falta de ética e de responsabilidade gritante, em completo descompasso com o que se deseja pro Brasil. Isos vem bem num momento onde se começa a se rediscutir a família e o papel dela na violencia….

Existe a matéria de ética na Casper Libero?

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