Um pouco de tudo

5 / Outubro / 2009

Mil Casmurros ou…

Arquivado em: Amenidades, Cultura, Geral, Internet, Literatura, Sites Legais, Videos — Drago @ 12:00 am

…leitura coletiva de machado de Assis!!

Conheçam o site Mil Casmurros.

A recomendação do site é antiga. Digo, vem tarde, e a culpa é minha. O site foi, ao que entendi, feito como parte do marketing para a minissérie Capitú, produzida pela Tv Globo, que passou ano passado. Se foi ou não, não tenho certeza. Mas é um site bacana. O site é, basicamente, a leitura da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, por uma série de pessoas, famosos e anônimos, com vídeo e texto.

Vale a pena conferir o site.

5 / Novembro / 2008

Obama, racismo e oportunidade

Arquivado em: Bio, Cinema, Cultura, Geral, Literatura, Política, Vigilância da Mídia — Raulz!to @ 6:54 pm

Em março desse ano, Obama fez um discurso que arrancou elogios mundo afora. Criticava esquerdistas radicais que se mostravam contra cotas raciais, bradava que o cidadão de hoje não podia ser culpado por erros de gerações passadas e brincava com as palavras, lembrando que é criticado por “negro demais” e ao mesmo tempo por ser “negro de menos”. Prometeu, por fim, enfrentar a questão racial sem alienação.

Obama assume a presidência do maior país do mundo em 20 de janeiro de 2009. Teve uma vitória foi esmagadora. Colocou os democratas no comando supremo dos EUA. E ainda puxou votos que deram o controle dos democratas no Congresso. Pela primeira vez em 232 anos de história, a América tem um presidente cosmopolita, que promete restaurar a imagem dos EUA perante o mundo.

Todos só falam em Obama, todos estão curiosos sobre o futuro da maior nação do mundo, comandada por um senador inexperiente, porém cheio de idéias e com toda a simbologia por trás de sua cor. Até Daniel Craig chegou a afirmar que Obama abriu uma chance para existir um 007 negro nos cinemas. É evidente que tal nível de exposição corre o risco de banalizar o assunto, mas é absolutamente clara que esta é a oportunidade de ouro para a humanidade se dar conta de uma das maiores bobagens de que já se ocupou.

Obama reacende a discussão racial num momento ímpar de difusão cultural. A informação está mais disponível do que nunca para quem quiser ler, entender e aprender. E é tudo mais fácil do que se imagina.

Tomemos o livro“Humanidade Sem Raças?” ,  assinado pelo bioquímico Sérgio Pena, que trata da questão com uma simplicidade assustadora. Pena advoga simplesmente que “tratar um indivíduo com base na cor da sua pele ou na sua aparência física é claramente errado, pois alicerça toda a relação em algo que é moralmente irrelevante com respeito ao caráter ou ações daquela pessoa”. E mesmo é simples assim.

Não é difícil notar que a dominação branca, da escravização ao apartheid, é uma questão meramente cultural, ou seja, pode ser absolutamente desinventada e sair de moda. Basta acreditar na genética molecular moderna, que atesta a inexistência de qualquer significado biológico para diferenciação de raças. O autor  acredita e convence por A+B que cada um de nós tem uma individualidade genômica absoluta, que interage com o ambiente para moldar sua exclusiva trajetória de vida. O livro é de leitura fácil, fluída, desembaraçada.

Autores clássicos internacionais já o fizeram antes, pormenorizadamente, como Stephen Jay Gould. Titular de zoologia em Harvard, Gould é reconhecidamente o mais lido e conhecido divulgador científico da sua geração e uma de suas obras mais interessantes – A Falsa Medida do Homem – é leitura obrigatória para qualquer estudioso do assunto e um ensaio sensacional sobre o racismo científico. O livro é exigente, eis que se presta a um ofício desafiador: denunciar diversas incoerências lógicas de teorias científicas clássicas (algumas das quais ressucitadas de tempos em tempos por oportunistas) e o uso indevido, apesar de por vezes não intencional, dos dados colhidos em pesquisas científicas diversas. Alguns dos deslizes apontados na obra são até hoje freqüentemente cometidos. A conclusão é aterradora.

O assunto é o determinismo biológico (mais aqui), descobrado dentre outros temas em craniometria e quociente de inteligência (o famoso teste de “QI”),  muito usados para “ratificar” a superioridade do homem branco ocidental sobre o negro em geral. Gould demonstra como as pesquisas são manipuladas, dolosa ou culposamente, de forma que as classes detentoras do poder pudessem convencer a sociedade de que o fazem porque são superiores às demais, respaldando-se na ciência. Mas o autor não apenas enumera, pelo contrário, argumenta com precisão e segurança, discutindo com classe sobre uma série de assuntos interessantíssimos, que vão da poligenia a antropologia criminal.

O tema é ricamente abordado, com com diversas citações dos cientistas estudados, ilustrações detalhadas, pontos de vista curiosos e lições pontuadas por fatos históricos de pouco conhecimento da maioria das pessoas. Poucos já ouviram falar da esterilização de pessoas consideradas inferiores, realizadas por países como Estados Unidos, Alemanha, Turquia, União Soviética e Dinamarca. Um número ainda menor tem ciência de que muitas dessas atividades ocorreram apenas cerca de meio século atrás. Até menos.

O conhecimento é a chave evolução. Talvez Obama seja mesmo a “mudança na qual podemos acreditar” e possa impulsionar, ainda que não profissionalmente, algum crescimento intelectual das massas excluídas das grandes verdades. Não faz mal sonharmos com uma sociedade mais pluralista, justa e racional, então comemoremos e aproveitemos a onda enquanto ela não morre na praia.

* Nota: “Humanidade Sem Raças?” é publicado pela Publifolha e está a venda na internet. “A Falsa Medida do Homem” tem versão traduzida para o português pela Martins Fontes e é facilmente encontrado nas livrarias brasileiras no momento em que este post é realizado. E sim, podem pedir que eu empresto o meu!

13 / Agosto / 2007

Peter Jackson´s Hobbit vai sair?

Arquivado em: Cinema, Filmes, Literatura — Raulz!to @ 9:37 am

Pois é. Quem pensava que o condado estava definitivamente aposentado na telona pode começar a cogitar mais um reveillon na fila do cinema e arrumar um novo lugar na estante.

Segundo matéria de ontem do Los Angeles Times, a New Line está se esforçando – e muito – para fazer um acordo com Peter e encerrar os processos que o cara move contra a compania desde a época da trilogia do anel. Saindo o acordo, parece bem provável que a adaptação role de verdade. E convenhamos, alguém aí achava mesmo que filmariam o Hobbit sem Peter Jackson?

Fadado a não fazer tanto sucesso quanto a trilogia mais famosa, o filme já está. Primeiro porque não é mais novidade, segundo porque também sabemos que apesar de ser interessante, a aventura está bem aquém da trilogia. Apesar de guardar muito interesse já que explica muito sobre os antecedentes da história principal, a prequel é um pouco mais infantil, tem algumas passagens um tanto quanto complicadas de filmar, enfim, será um desafio e tanto para Jackson. Vamos aguardar…

4 / Julho / 2007

Chiiiiiiiiiiiicleeeeeeeeeeeeteeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!

Arquivado em: Amenidades, Geral, Humor, Literatura, Mas como?, Saúde — Drago @ 11:08 am

É assim que o pessoal faz no show dos caras com a bandana na cabeça e trio elétrico? :-D

Bem, mas a verdade é que o Chiclete com Banana que me refiro é de melhor qualidade: A revista.

Eu era um bostinha de apenas 8 anos (em 1985) quando comprei o exemplar número 1 na banca de revista e ela seria um dos pilares em minha vida para minha mudança de personalidade (Devir?) e atitude que já rolava na época (Se eu fosse um pouco mais velho, teria ido no Rock in Rio . Mas fui no Hospital das Clinicas pedir por Diretas e lamentar pelo Tancredo!)

Sempre achei RPM música de viado, odiava a XuXa e meu ódio por ela só não superava o ódio adquirido e cultivado (com muito carinho, respeito e sem perder a ternura) pelos Menudos. E eu escutava Garotos Podres. Isso mesmo, com 8 anos. Musica POP para mim era Camisa de Vênus (que nos tempos atuais o nome do método anticoncepcional ficou só camisinha – tem gente que não sabe o nome nem o sobrenome do “equipamento” anti-AIDS) cantando “Ô Silvia, Piranha!!!!!!!!! Ô sua Puta!”.

(mais…)

16 / Abril / 2007

Joel Schumacher tá mais pra Barrichello? (+ john grisham)

Arquivado em: Cinema, Filmes, Literatura — Raulz!to @ 2:02 pm

Conforme prometido, aí vai o post sobre o polêmico diretor.

É fato que já há alguns anos suas qualidades vêm sendo bastante questionadas e com muita propriedade. Mas será que o véinho é tão ruim assim? O fato é que apesar de alguns de seus filmes mais recentes caminharem entre o chato e o ridículo, a exemplo do citado Número 23 e do famigerado Batman e Robin, o diretor tem sim muito gabarito. Vou lembrá-los do porquê.

(mais…)

Blog no WordPress.com.