Video divertido. Uma conferência de fontes
Depois que uma Intertnauta afirmou ter encontrado Atlantida por meio do Google Ocean, um músico dos EUA diz ter encontrado tesouro de US$ 3 bi por meio do Google Earth.
Aparentemente não se fazem mais Indiana Jones no mundo como antigamente, mas o certo é que tem MUITA GENTE com MUITA COISA para se fazer.
Época de crise é uma droga. Muita gente emcasa, dá nessas coisas…
Aliás, falando em Jones….talvez ainda o vejamos nas telonas,num cada vez mais provável 5º filme, antes de Harrison Ford se aposentar…
Ta ai um remake interessante e legal de se ver, em época de Harry Potter, Nárnia e outras aventuras fantásticas. Segundo o site Omelete, “O clássico da Sessão da Tarde A História Sem Fim vai ganhar uma refilmagem. A produtora de Leonardo DiCaprio, Appian Way, está negociando com a produtora Kennedy/Marshall Co. e a Warner Brothers para dar uma repaginada no longa de 1984.“
Além disso, produção nova e que pode render algumas risadas: Hong Kong Fu! Sim, o desenho poderá virar filme, nos moldes de Scooby-Doo. Vamos aguardar.


Ta ai mais uma “grande” homenagem. Putz, vários heróis de infância destruídos em um único vídeo!
Auto-explicativo, vídeo ótimo sobre Star Wars!!!!
Mas como alguém consegue NAO TER VISTO Star Wars em 2009? Ver e não gostar, vá lá, já acho, como Geek, que é medida de tratamento
Mas nunca ter visto?
Bah!
Continuo aqui na Capital que Juscelino mandou fazer
Aliás, lindona a cidade. Projeto maravilhoso de Lúcio Costa, e o Itamaraty, do Niemeyer, é algo de outro mundo.
O 1º dia do curso foi bacana e engraçado, além de cansativo. Nada excepcional, mas é engraçado como se respira Política ou Direito aqui. O curso foi dentro do Palacio do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores). Não vou dizer que decepcionou, porque ta longe da verdade. Mas vou fazer aqui uma figura de linguagem (se é que é mesmo isso): Imagine que você vai a uma sala de concerto ver (na verdade ouvir) uma orquestra tocar e espera (e deseja) ouvir Mozart. Entretando, ao chegar lá, você descobre que não tocarão Mozart, mas ao invés disso, tocarão Beethoven.
Entenderam o drama? Não é que é ruim, ao contrário, é ótimo. Mas não era isso que você estava esperando. Não estou decepcionado, apenas é algo diferente do que eu imaginava.
Depois de um atraso de quase 2 horas, o curso foi bem. A parte engraçada da manhã ficou por conta da tradutora oficial. A palestra corria bem, em Inglês, com o Editor da revista IP-Watch, William New, e a tradutora começou a surtar durante a tradução. Depois de se desculpar por diversas vezes dizendo que não sabia X ou Y, entre outras coisas, o valor do câmbio/cotação do Franco Suísso, a mulher simplesmente se negou a traduzir o texto que o Mr. New estava lendo, simplesmente dizendo que não tinha tido acesso preliminar ao texto. Aconteceu 3 vezes isso. Na 4a vez que aocnteceu, a mulher não se desculpou, e podia-se ouvir “Eu não vou traduzir isso, e….”, quase aos berros, e ai cortaram a transmissão para o cara falando em inglês. Ai depois ela voltou, e se desculpou mais uma vez. Eu imagino que ter acesso preliminar a um texto deva ajudar na tradução. Aliás, isso é obvio. Mas colocar isso como REQUISITO numa tradução que supostamente deveria ser ao vivo, me parece total falta de preparo da tradutora. Enfim…
No almoço, que foi quase as 3 da tarde devido a todos os atrasos, consegui ir até o Congresso Nacional, mas não deu tempo de entrar. Tentarei fazer isso amanhã. Ao voltar, em frente ao Ministério da Saúde, e em tempo de Gripe Suína, tinha um snehor protestando pela falta de tratamento médico.
O dia terminou com um coquetel lá no Itamaraty. Na parte da tarde ainda deu para conhecer um desembargador do Rio Grande do Sul, que está em Brasília “cobrindo” um amigo no STJ, e deu para ver um Juiz da Justiça Federal da 2a Região bater boca com um dos palestrantes, que só por coincidência, se formou na 2a Turma da mesma faculdade que me formei.
Foi um dia divertido… amanha tentarei entrar no Congresso e no STF…
Começo neste instante a minha visita a nobre Capital do País. Claro, piadinha pronta pra inaugurar isso:
Deputado, discursando:
- Nesta calça nunca entrou dinheiro do povo!
Ouvinte na platéia emenda:
- Calça nova doutor?
Mas falando sério, amanha verei um Seminário Internacional sobre 200 anos de Propriedade Intelectual no Brasil. Espero que valha a pena o investimento de vir até Brasília para isso. Sei la, ao menos alguém poderia ter pago a minha passagem aérea até Brasília, né?
Maravilhosa versão da conversa (alternativa) entre Coringa e Batman. Na verdade, minha teoria era que a BatCaverna era muito umida e o Batman tinha virado o “Garoto Anapyon” (puta merda, como eu to velho!!! hahahaha) ou “Garoto Cepacol”. Enfim, infelizmente somente em inglês, então se alguém achar uma versão dessa legendada, mande para nós..
UPDATE (27.04.2009): Graças ao Guidi, o video abaixo agora tem legendas em portugues!! Valeu Guidi!!!
Então, Gran Torino é foda. Vá.
E semana que vem estréia Che. E eu ainda não consegui ver Frost Nixon.
E daqui sete dias o Massa vai levar o primeiro caneco do ano. E por hoje é só.
Tem post novo lá no Coolraulzito. Vai lá!
Quinta-feira tem o filme do Joy Division, de graça, no Reserva Cultural na Av. Paulista, Sampa City yeah man. Tem às 19h30 e às 21h15, com distribuição de ingressos às 18h30 no mesmo dia. Eu queria mesmo é ver o Control, mas vai esse mesmo.
E sexta tem Gran Torino nos cinemas de todo o país. Tem uma entrevista bacana do velho Clint no blog da ilustrada. Tudo bem, eu tô nervoso com a Folha e aquela palhaçada, mas tenho que admitir que não consigo largar alguns vícios. Blog é que nem café, né?
E tem single do Móveis Coloniais de Acaju free no site dos caras. Daniel, perdemos um showzasso naquele dia!
Até!
Bom ver que o Bruno mantém isso aqui vivo. Depois de décadas postei de novo lá no CoolRaulz!to , desta vez homenageando a sexta-feira 13.
Por aqui, deixo trailer do remake mais esperado do ano:
Adorei o video. Me lembra algumas coisas que vi no festival 5 minutos na Bahia, ano passado. Tanto na qualidade do video, como no manual que o autor explica
Link via Tortuga.
Essa é curtinha. 2009 começou bem!!
Enquanto O Curioso Caso de Benjamim Button não chega, não deixem de visitar num cinema perto de você A Troca (mais conhecido como “Changeling”) ou “o-novo-filme-fodão-de-clint-eastwood-enquanto-grand-torino-não-estréia-no-brasil”. John Malkovich e Angelina Jolie estão espetaculares e o filme é denso, provocante e classudo, como todo Clint é – e deve ser. Tá, você vai encontrar algum clichê e talvez denuncie um certo maniqueismo no tom do filme, mas Clint é humano (porém não demasiado humano). Vá.
Logo logo (06/02/09 ) chega também The Wrestler, de Daren Aronofsky. Mickey Rourke e Marisa Tomei vão contar a história de Randy “The Ram” Robinson, um lutador profissional aposentado que retorna as ringues do circuito independente. Já ganhou uns prêmios por aí e promete ser o melhor filme de boxe desde Million Dollar Baby, também do Clint (esse cara é demais!). Apesar de o filme não ser exatamente sobre boxe e… já estou escrevendo mais do que planejava.
Ah, depois tem Avatar, Wolverine, Australia, Che, Anjos e Demônios e… tchau!
Ainda devo, mesmo que seja um breve relato, sobre como foi a mostra de cinema em Salvador. Enquanto nao faço isso por pura falta de tempo, segue reportagem da TVE soteropolitana, sobre o evento, seguido de meus 5 segundos (editados) de fama
Ahh, o video foi feito com uma webcam, via notebook. A qualidade esta ruim por isso. Deem algum credito….(sem acento por causa do meu teclado…)
“Vamos para Oviedo.
Lá comeremos pratos deliciosos,
beberemos vinho
e faremos amor”.
Sabem que dia é amanhã? Primeiro de dezembro, mais conhecido como “aniversário de Woody Allen”, pela septuagésima terceira vez. Fuçando na net descobri que desde “Neblina e Sombras”, lançado há dezessete anos, o velho Woody solta um filme por ano. E só naquele ano de 92 foram dois. É uma conta feia, soa como produção em série e é disso mesmo que os grandes intelectuais acusam Woody. Chamam-no decadente, taxam-no comercial, elegem-no rei sociedade do espetáculo.
Calma lá! Os quatro últimos longas de Woody formam sua nova “fase européia”, três na terra da Rainha (“Match Point”, “Scoop”, “O Sonho de Cassandra”) e agora Vicky Cristina Barcelona, filmado na terra do Rei. Os entendidos dizem que esses filmes são lixo. Citam Annie Hall, Manhattan, Bullets over Broadway dentre outros. A lista varia um pouco, mas em geral tudo que é bom data somente de antes de eu ter nascido.Azar o meu.
Normalmente Cassandra’s Dream, Scoop , Melinda and Melinda, Anything Else , Hollywood Ending, The Curse of Jade Scorpion e todos os recentes são taxados de bobagem decadente e comercial. Pow, se isso é lixo eu quero ser Estamira!! Filmes alegres, com piadas inteligentes, personagens ricos e histórias divertidas são comerciais, desprezíveis? Deixando de lado o derby comércio x arte, vamos lá, não tem como ignorar que Woody está acima da média em tudo que faz. Pode não ser sempre perfeito (cite um diretor que seja) mas é referência de vida inteligente em qualquer assunto de que trate. Lembrem-se que no meio de tanto açúcar tudo cometeu com frieza de aço o amargo (e delicioso) Matchpoint. Só alguém muito corajoso para meter o pau nesse filme.
Woody é ruim, né? Só a Folha, na caneta de Silvana Arantes , lançou uma reportagem sobre “Vicky”, uma crítica de Inácio Araujo e também uma resenha de Sérgio Rizzo. No Estadão, Luiz Carlos Merten o analisa, Bob Tourtellotte (who?) o entrevista via Reuters e até o caderno de viagem se inspira no novo filme. No Orkut as discussões são calorosas e nos blogs relacionados não se fala em outra coisa. Até Vargas Llosa soltou que “Coroado como ícone é Woody Allen, que está para um David Lynch ou um Orson Wells como Andy Warhol para Gauguin”. Não é um elogio, claro, mas falou. Se o cara é descartável há tanto tempo por que todos continuam se enganando dando-lhe atenção? Por ser bonitão ou politicamente correto em suas relações familiares é que não é.
Tem um texto do Daniel Pisa que é suficientemente emblemático. De cara, o maluco já sai atirando : Vicky Cristina Barcelona , blábláblá, “é esquemático e esquecível”, mas alguns toques à frente solta um “exceto por algumas poucas falas e cenas”. Reclama do clichê no “contraste entre as culturas latina e saxônica” e do “registro turístico com que mostra a cidade”, mas assume que “o título do filme é bacana por sugerir que Barcelona é como a terceira mulher na história, que seus encantos abriram outras formas de existência na cabeça monoglota das duas americanas”. Nada é suficiente, né?
“Cristina é a mais interessante como personagem: ela é aberta a experiências, a ouvir seus impulsos, e isso inclui perceber que depois de um tempo é hora de partir para outra. Ela não é medrosa como Vicky nem neurótica como Maria Elena; talvez esteja condenada à insatisfação, mas pelo menos sabe o que não quer”. Pense rápido, em quantos filmes lançados em 2008 os personagens atingem essa profundidade?
Tudo bem, a exemplo do que aconteceu comigo quando vi REC (terror espanhol que me pareceu absolutamente convencional, provavelmente pelos relatos animadíssimos do Daniel e da Lú) acabei lendo um pouco demais antes de ver o filme e acho que por isso me decepcionei um pouco. Ontem mesmo conversava com a muié sobre o tal cartão-postal-filmado-de-barcelona assinado pelo Woody. Tudo bem, a narração é chata, a música é repetitiva, as piadas rarearam e a história não é tão criativa assim, mas há muito mais ali.Woody é bom mesmo quando é ruim.
Na saída do filme você ainda não sente isso, mas depois vai administrando até perceber. VCB é só um conto rápido, simples e direto sobre pessoas que convivem com seus desejos e anseios não realizados, sobre personas, fraquezas e seres humanos (ainda que demasiado humanos). Ele começa onde termina, com as pessoas levando suas vidas, cada um à sua maneira, desempenhando seus papéis imperfeitos. Tão imperfeitos quanto o filme, que só por isso já merece ser visto.O resto é só o embrulho. O filme não precisa valer além dos dez reais que pagamos por ele.
E o velho Woody é isso aí mesmo, como ele mesmo gosta de lembrar nas entrevistas. Na última que li, o diretor contava que um dia desses ao voltar para casa, mesmo depois de ser aclamado por Love and Death, a garota do apartamento em frente não quis sair com ele. O cara lamentava, pois ficou em casa sozinho, comendo comida chinesa diretamente da embalagem, sem nada a fazer exceto assistir à televisão. E arremata: O sucesso nunca significa nada.
Tudo corre bem aqui em Salvador. Tao bem que aparecemos na TV. Em entrevista concedida ao canal de televisao TVE da Bahia, conversamos um pouco sobre desenvolvimento de jogos e sua relação com o cinema e futuro das novas mídias. Claro que nem toda entrevista foi ao ar, mas o importante é a XUTI marcar presença longe da terra de São Paulo
Domingo posto um breve relato sobre o que foi o XII festival nacional de video imagem em 5 minutos de Salvador, os cursos e as curiosidades que pude observar.
Em março desse ano, Obama fez um discurso que arrancou elogios mundo afora. Criticava esquerdistas radicais que se mostravam contra cotas raciais, bradava que o cidadão de hoje não podia ser culpado por erros de gerações passadas e brincava com as palavras, lembrando que é criticado por “negro demais” e ao mesmo tempo por ser “negro de menos”. Prometeu, por fim, enfrentar a questão racial sem alienação.
Obama assume a presidência do maior país do mundo em 20 de janeiro de 2009. Teve uma vitória foi esmagadora. Colocou os democratas no comando supremo dos EUA. E ainda puxou votos que deram o controle dos democratas no Congresso. Pela primeira vez em 232 anos de história, a América tem um presidente cosmopolita, que promete restaurar a imagem dos EUA perante o mundo.
Todos só falam em Obama, todos estão curiosos sobre o futuro da maior nação do mundo, comandada por um senador inexperiente, porém cheio de idéias e com toda a simbologia por trás de sua cor. Até Daniel Craig chegou a afirmar que Obama abriu uma chance para existir um 007 negro nos cinemas. É evidente que tal nível de exposição corre o risco de banalizar o assunto, mas é absolutamente clara que esta é a oportunidade de ouro para a humanidade se dar conta de uma das maiores bobagens de que já se ocupou.
Obama reacende a discussão racial num momento ímpar de difusão cultural. A informação está mais disponível do que nunca para quem quiser ler, entender e aprender. E é tudo mais fácil do que se imagina.
Tomemos o livro“Humanidade Sem Raças?” , assinado pelo bioquímico Sérgio Pena, que trata da questão com uma simplicidade assustadora. Pena advoga simplesmente que “tratar um indivíduo com base na cor da sua pele ou na sua aparência física é claramente errado, pois alicerça toda a relação em algo que é moralmente irrelevante com respeito ao caráter ou ações daquela pessoa”. E mesmo é simples assim.
Não é difícil notar que a dominação branca, da escravização ao apartheid, é uma questão meramente cultural, ou seja, pode ser absolutamente desinventada e sair de moda. Basta acreditar na genética molecular moderna, que atesta a inexistência de qualquer significado biológico para diferenciação de raças. O autor acredita e convence por A+B que cada um de nós tem uma individualidade genômica absoluta, que interage com o ambiente para moldar sua exclusiva trajetória de vida. O livro é de leitura fácil, fluída, desembaraçada.
Autores clássicos internacionais já o fizeram antes, pormenorizadamente, como Stephen Jay Gould. Titular de zoologia em Harvard, Gould é reconhecidamente o mais lido e conhecido divulgador científico da sua geração e uma de suas obras mais interessantes – A Falsa Medida do Homem – é leitura obrigatória para qualquer estudioso do assunto e um ensaio sensacional sobre o racismo científico. O livro é exigente, eis que se presta a um ofício desafiador: denunciar diversas incoerências lógicas de teorias científicas clássicas (algumas das quais ressucitadas de tempos em tempos por oportunistas) e o uso indevido, apesar de por vezes não intencional, dos dados colhidos em pesquisas científicas diversas. Alguns dos deslizes apontados na obra são até hoje freqüentemente cometidos. A conclusão é aterradora.
O assunto é o determinismo biológico (mais aqui), descobrado dentre outros temas em craniometria e quociente de inteligência (o famoso teste de “QI”), muito usados para “ratificar” a superioridade do homem branco ocidental sobre o negro em geral. Gould demonstra como as pesquisas são manipuladas, dolosa ou culposamente, de forma que as classes detentoras do poder pudessem convencer a sociedade de que o fazem porque são superiores às demais, respaldando-se na ciência. Mas o autor não apenas enumera, pelo contrário, argumenta com precisão e segurança, discutindo com classe sobre uma série de assuntos interessantíssimos, que vão da poligenia a antropologia criminal.
O tema é ricamente abordado, com com diversas citações dos cientistas estudados, ilustrações detalhadas, pontos de vista curiosos e lições pontuadas por fatos históricos de pouco conhecimento da maioria das pessoas. Poucos já ouviram falar da esterilização de pessoas consideradas inferiores, realizadas por países como Estados Unidos, Alemanha, Turquia, União Soviética e Dinamarca. Um número ainda menor tem ciência de que muitas dessas atividades ocorreram apenas cerca de meio século atrás. Até menos.
O conhecimento é a chave evolução. Talvez Obama seja mesmo a “mudança na qual podemos acreditar” e possa impulsionar, ainda que não profissionalmente, algum crescimento intelectual das massas excluídas das grandes verdades. Não faz mal sonharmos com uma sociedade mais pluralista, justa e racional, então comemoremos e aproveitemos a onda enquanto ela não morre na praia.
* Nota: “Humanidade Sem Raças?” é publicado pela Publifolha e está a venda na internet. “A Falsa Medida do Homem” tem versão traduzida para o português pela Martins Fontes e é facilmente encontrado nas livrarias brasileiras no momento em que este post é realizado. E sim, podem pedir que eu empresto o meu!
Na segunda-feira me animei (ok, nao foi tao facil assim) com os R$2,00 de entrada no Cinemark para os filmes nacionais e resolvi ir assistir o filme “Era uma vez…“.
Dificil. Muito dificil. Classifico o filme EXATAMENTE como a corrida de domingo passado na F1 para o Brasileiro: Tudo ia bem, dava impressao de vitoria, mas deu problema nos ultimos 500m.
A sinopse oficial: “Era uma vez… conta a história de amor entre dois jovens que vivem realidades bem distintas. Morador da favela do Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul, Dé descobriu cedo as dificuldades de vencer na vida de forma honesta, cercado pelas armadilhas do crime. Filho da empregada doméstica, Bernadete, e abandonado pelo pai, ele assistiu a um traficante matar seu irmão Beto. Em seguida, seu irmão mais velho, Carlão, é obrigado pelos bandidos a se exilar da favela e acaba preso ao ser confundido com marginais em meio a um arrastão na praia. Apesar de tantos contratempos, Dé mantém sua dignidade. Trabalhador, vende cachorro-quente num quiosque na praia. É dali, de trás do balcão, que observa Nina, filha única de uma família rica que mora na Vieira Souto, avenida em frente à Praia de Ipanema. Os dois se conhecem na praia e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de viver um amor tão grande quanto improvável. Porém, são alvo de críticas e preconceitos velados. Dé e Nina são o retrato da intolerância e dos abismos sociais que separam brasileiros não apenas no Rio, mas em cidades de todo o país e do mundo”.
Bem, a historia é otima. Romeu e Julieta classico. Nao tem muito o que inventar. Adorei a fotografia, adorei a trilha sonora, adorei a adaptaçao de Romeu e Julieta para um contexto social (E MODERNO), enfim, o filme vai batendo um bolao durante quase todo ele. O roteiro nao apresenta surpresas e a narrativa nao da essa chance: em determinada hora, é claro o final de pelo menos um dos protagonistas desse drama carioca.
Ai chegamos no problema do roteiro. O tal dos ultimos 500 metros….
Para mim é indescritivel o choque que tomei ao ver o final do filme. Ruim. Muito ruim. Os ultimos 2 minutos de filme é uma sequencia de gambiarras, que nao tem paralelo na historia toda. Nao vou contar o finalzinho, pois o filme VALE SER VISTO, mas é algo inacreditavel a construçao do final do filme. O personagem simplesmente toma decisoes (afobadas e sem nenhum tipo de construçao que o permita ir naquela direçao) e em 2 minutos, o filme se resolve com final tragico, inusitado, mas num sentido ruim.
Confesso decepcionado com o filme.
Filme nota 7, pela construçao do filme como um todo, nota 5 com o final. Deveriam ter feito um final alternativo. Espero que exista algo assim no DVD….



Terei que fazer meu “Jabá” por aqui, porque o tempo de inscrição é curto. Irei ministrar um curso de “Introdução ao Desenvolvimento de Jogos” dentro do festival 5 minutos de Cinema de Salvador, entre os dias 11 e 13 de Novembro. Maiores informações AQUI.
Então, eu sempre quis fazer um post sobre os filmes mais violentos de todos os tempos. E agora que eu virei budista isso se tornou mais que obrigatório. Enfim, eu demorei e C&A foi lá e fez melhor, com links prontos do Youtube para o TOP 10 do IMDB. Nem preciso dizer que vibrei com três (1, 5 e 6) dos meus filmes preferidos na lista. Claro que só por ser um TOP, já é discutível. Ainda mais esse aí.
Mas é só clicar e se divertir. Boa semana!
10 – O Albergue (2005 )
9 – Violência Gratuita (2007)
8 – Henry: Retrato de um Assassino (1986)
7 – A Outra História Americana (1998)
6 – Cães de Aluguel (1992)
5 – Assassinos por Natureza (1994)
4 – Scarface (1983)
3 – A Paixão de Cristo (2004)
2 – Irreversível (2002)
1 – Laranja Mecânica (1971)