
Cingapura será um lugar que Felipe Massa não esquecerá tão cedo. Massa foi do céu ao inferno em pouco mais de 24 horas. O brasileiro chegou ao circuito de Marina Bay incensado como o mais forte postulante ao título do mundial de pilotos, principalmente após conquistar uma pole position esmagadora, bem como o mais provável vencedor do primeiro Grande Premio de F-1 realizado a noite e que de quebra ainda era o GP de número 800 da categoria.
Porém, teve sua melhor chance de êxito limada por um erro primário do “lolipop man”, quando este liberou sua saída dos Boxes com a manguera de reabastecimento ainda conectada ao seu carro, obrigando Massa a parar o carro na saída dos boxes para a retirada da mangueira e prejudicando assim sua corrida.
A lambança custou a Massa a o aumento da diferença em relação a seu principal adversário Lewis Hamilton de um para sete pontos, com apenas 3 corridas para o encerramento da temporada. Mas Massa não foi o único prejudicado pela patuscada, a Ferrari, que não marcou pontos na corrida, perdeu a liderança no mundial de construtores, uma vez que além Massa ter finalizado a corrida fora da zona de pontuação, Kimi Raikkonen não completou a prova.
O resultado pratico disso tudo é que para ganhar o campeonato de pilotos, Lewis Hamilton, que terminou a corrida no terceiro lugar, não precisa sequer mais vencer, basta que chegue uma posição atrás do brasileiro, que por sua vez, terá que chegar sempre na frente do piloto da McLaren e torcer ainda para que haja pelo menos um carro entre eles.
Uma missão difícil para Massa, mas não impossível, tendo em vista que Raikkonen descontou no ano passado 17 pontos de 20 possíveis em 2 corridas.
Finalizando o enredo do “pastelão” criado pela Ferrari, uma nota curiosa, o “lolipop man” Federico Uguzzone é reincidente no seu ato. No mundial do ano 2000, no GP da Espanha, Uguzzone autorizava precocemente Michael Schumacher a sair dos boxes, causando o atropelamento de um mecânico chamado Nigel Stepney, mecânico este que no ano passado se tornaria peça central no escândalo de espionagem envolvendo a McLaren, ao fornecer dados sigilosos referentes ao projeto do carro da Ferrari à equipe inglesa.
De filme isso!!!
Fora do mundinho de Maranello, o grande felizardo foi Fernando Alonso que faturou a corrida e tirou o pé da jaca encerrando um jejum de durava mais de um ano. Após uma improvável serie de acontecimentos não menos cinematográficos, com um pit stop prematuro, Alonso se beneficiou de uma entrada do Safety Car causada por seu companheiro de equipe Nelson “Piquezinho”, que desencadeou uma reação em cadeia envolvendo punições e os principais concorrentes presos por conta do trafego no final do grid, fato este que acabou por jogar a vitória em seu colo.





