Como sabem, desde que o Grande Irmão me impediu de postar do trabalho, tenho vindo aqui esporadicamente. Sabe como é, para dar uma varrida, juntar as garrafas do chão e jogar as bitucas no lixo. Bom, como tem sido cada vez mais raro eu vir aqui, não vou desperdiçar. CI-NE-MA!
Horas atrás, saindo da bilheteria de ingresso na mão, tinha certeza que tinha feito bobagem ao preterir mais uma vez o Bourne novo por um tal de Paranóia. Apesar de David Morse e Carrie-Anne Moss estarem no elenco, a presença de Shia LaBeouf como protagonista e um tal de D.J. Caruso como diretor não me inspiravam confiança.
Caruso é mais conhecido no meio por alguns bons episódios das séries Shield e Smallville, mas também por filmes esquecíveis como Two For The Money. Lembra? Nem eu. Labeouf (que nome é esse?) com exceção de Transformers, também nunca tinha feito algo relevante. A vida deles vai mudar.
Sem maior enrolação, Paranóia é legal por não se levar a sério demais, nem ter grandes pretensões. Na contra-mão do terror atual, não abusa do gore, não tenta chocar de cinco em cinco minutos, não te faz esperar três ou quatro reviravoltas antes de finalizar. Embora tenha Moss e Morse no elenco, centra quase toda sua história no personagem de LaBeouf, cuja história pode ser reduzida a um garoto que acaba de perder o pai num trágico acidente de carro, sente-se culpado por ser ele a estar dirigindo e termina por se revoltar contra tudo e contra todos.
Moss faz a mãe preocupada com o filho e Morse faz o vizinho que LaBeouf pensa ser um assassino e o resto é pano de fundo para muito suspense e tensão. Caruso não se deixa levar pela tentação de assustar com barulhos altos, litros de sangue, torturas intermináveis e apelatices mil como a última modinha no gênero. Prefere construir personagens simpáticos e reais, que te fazem sofrer junto quando entram em apuros.
Alguns erros de continuidade e fio narrativo um pouquinho batido (mas muito bem levado dessa vez, diga-se de passagem) não chegam a tirar a graça do filme. Sem contar muito mais, recomendo fortemente. Muito, mas muito mais interessante que Espíritos 2, por exemplo.
E aproveitando…
Duro de Matar 4
Ação acima da média. Não tão bom quanto os dois primeiros, mas superior ao terceiro. Correria, explosões, improbabilidades e cenas absurdas levadas ao extremo. Só – e feito especialmente – para fãs do gênero e da série. Veja no cinema ou se arrependerá.
Saneamento Básico, o filme.
Do diretor do memorável “Ilha da Flores”, do ótimo “Homem que Copiava” e do divertidinho “Meu tio Matou um Cara”. Coutinho se superou com mais uma comédia simplesinha, ingênua e de bom gosto. Engraçadíssima e bonitinha, a história gira em torno de uma cidadezinha próxima a Bagé, no interiorzão do Rio Grande do Sul, que precisa urgentemente de uma nova fossa de esgoto. A única verba da prefeitura disponível é uma que veio do governo federal, para um concurso de filmes de ficção. Daí vem a ´genial´ idéia de se fazer um filme sobre a fossa… aproveitando a grana para tocar a obra. Elenco matador num filme muito gostoso de ver. Pena que o público prefira os globais de sempre…
Espíritos 2
Lixo. E enganação, já que pegaram um coreano muito inferior, dos mesmos diretores do bom “Espíritos”, e lançaram como se fosse continuação. Vale a dica, entretanto, para o primeiro que tem um final memorável. Esse aqui não vale nem baixar na internet… a não ser que você seja um daqueles fãs de terror japonês que assiste qualquer um do gênero e mesmo assim se diverte. É, eu sei, eu sou um deles. Mas não diga que eu não avisei!
Simpsons
Para fãs de todas as idades. As piadas de sempre, elevadas à décima potência, com histórias ainda mais nonsense, personagens totalmente surtados e um ritmo de tirar o fôlego. Tudo bem que da metade pra frente a história perde um pouco de força e quem é fanático pela série sente falta de algumas coisas e personagens… mas Simpsons é sempre bom, principalmente com 1,5 hora de duração.